Disfagia no Alzheimer: cuidados com a deglutição
Ao longo da progressão do Alzheimer, comer e beber podem se tornar tarefas difíceis. Compreender essas mudanças ajuda a família a manter as refeições mais seguras e menos estressantes.
Alterações da alimentação durante a progressão da doença
A perda progressiva de memória, atenção e reconhecimento influencia diretamente o momento da refeição. A pessoa pode se distrair, esquecer que está comendo, demorar para iniciar a deglutição ou manter o alimento na boca por muito tempo.
Sinais que merecem atenção
- Dificuldade de mastigação e alimento acumulado na boca.
- Dificuldade para iniciar a deglutição.
- Engasgos e tosse durante ou após as refeições.
- Recusa alimentar e fechamento da boca.
- Redução da ingestão, perda de peso e sinais de desidratação.
Está com dificuldades nas refeições de um familiar com Alzheimer?
Importância do acompanhamento profissional
A avaliação fonoaudiológica identifica se há risco de aspiração, quais consistências são mais adequadas naquele momento e como adaptar a rotina alimentar às capacidades preservadas da pessoa. As reavaliações acompanham a evolução do quadro.
Orientação a familiares e cuidadores
- Ambiente tranquilo, sem televisão e com poucas distrações.
- Postura adequada e ritmo respeitoso, sem apressar a pessoa.
- Pistas simples e verbais curtas para iniciar a mastigação e a deglutição.
- Utensílios e consistências adaptados às orientações da avaliação.
- Higiene oral cuidadosa antes e depois das refeições.
A dificuldade para engolir também é comum em outras condições neurológicas, como a disfagia após AVC e a disfagia no Parkinson. Veja também a página sobre tratamento para disfagia.
As informações desta página têm caráter educativo e não substituem a avaliação individual realizada por profissional habilitado.