Disfagia no Parkinson: avaliação e acompanhamento fonoaudiológico
A Doença de Parkinson pode alterar, de forma gradual, a coordenação e a força dos músculos usados para engolir. Acompanhar a deglutição ao longo do tempo ajuda a manter a alimentação segura e confortável.
Relação entre Parkinson e deglutição
A rigidez, a lentidão dos movimentos e a redução da amplitude muscular afetam também a boca, a faringe e a laringe. O resultado costuma ser um preparo mais lento do alimento, atraso no início da deglutição e menor eficiência na limpeza da garganta após engolir.
Sinais de alteração da deglutição
- Dificuldade com líquidos finos e também com alimentos secos ou fibrosos.
- Engasgos e tosse durante ou após as refeições.
- Lentidão nas refeições e cansaço para terminar o prato.
- Acúmulo ou escape de saliva.
- Restos de alimento na boca depois de engolir.
- Perda de peso e redução do prazer em comer.
Percebeu esses sinais em você ou em um familiar com Parkinson?
Importância da avaliação
Como as mudanças costumam ser progressivas e discretas, a avaliação clínica da deglutição permite identificar alterações antes que surjam complicações respiratórias ou nutricionais.
Acompanhamento fonoaudiológico
O trabalho combina exercícios de força e amplitude, treino de coordenação entre respiração e deglutição e reavaliações periódicas, ajustadas ao momento clínico e ao efeito das medicações ao longo do dia.
Estratégias de segurança alimentar
- Postura adequada e ambiente calmo durante as refeições.
- Porções menores, ritmo mais lento e pausas entre as colheradas.
- Adequação de consistências de alimentos e líquidos.
- Atenção à higiene oral, importante para reduzir riscos respiratórios.
Alterações semelhantes aparecem em outros quadros neurológicos, como a disfagia após AVC e a disfagia no Alzheimer. Entenda o panorama completo na página sobre tratamento para disfagia.
As informações desta página têm caráter educativo e não substituem a avaliação individual realizada por profissional habilitado.